lunes, 14 de diciembre de 2009

THE SOULBREAKER COMPANY

THE SOULBREAKER COMPANY: "

UAU!!!! Sei que essa singela onomatopéia é muito pouco para descrever a sensação de ouvir essa banda basca pela primeira vez mas é que, aparvalhadamente, foi a única coisa que consegui balbuciar naquele momento. E tudo por obra e graça de uma indicação do parceiro Reginaldo. Confesso que, a princípio, não levei muita fé; afinal, minhas experiências com bandas de língua espanhola, salvo raríssimas exceções geralmente delegadas às originárias da terra de Pancho Villa, não são das melhores. Mas bastou uma visita ao maispeice de Jony Moreno (vocais), Dan Trignanes e Asier S. Breaker (guitarras), Lazyhand (Hammond/pianos/synths/harmônica), J. J. Manzaneto (baixo) e Ortiz Domingo (bateria/percussão) para uma paella acompanhada por um aromático Don Roman, para a desconfiança tornar-se obsessão e convencer-me a revirar a grande rede atrás de links vivos e com um bitrate o melhor possível de seus álbuns -'Hot Smoke & Heavy Blues'(2006) e 'The Pink Alchemist'(2008)- lançados até o momento, exemplares perfeitos da mistura de tudo de melhor que meu querido hardão setentista legou ao mundo lindamente embalado por um belo sopro de renovação e pequenos enxertos folk de sua região de origem, mais facilmente percebida na segunda bolachinha ('Elliptic Turns', faixa de abertura, causou-me quase a mesma sensação de quando ouvi 'The Mexican' da Babe Ruth pela primeira vez). Sim, eu sei que vocês estão pensando tratar-se de mais uma banda retrô-tudo e que essa coisa toda já está ficando meio que qualquer coisa mas, garanto, a The Soulbreaker Company pode surpreendê-los visto que suas influências setentistas, de tão distintas e variadas, tornam impossível determinar uma dominante. O resultado é um som muito próprio e, apesar do uso correto do sempre bem-vindo Hammond, os destaques são diluidos entre a excelência dos hards impregnados de blues -como todo hard de verdade deve ser-, os bem engendrados arranjos e o talento de todos os músicos, a começar pelo gogó embebido em puro etanol de Moreno. Que venham muitos mais!
Um belo presente adiantado de Natal essa indicação e nada mais justo que reparti-la com vocês que aturam este espaço brenfoetílicomusical há tanto tempo. Espero que curtam.







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